"-Estamos a brincar a um jogo triste, não acha?
-Que jogo?
-Não se faça de ingénuo.
-Se o sou, não é de propósito.
-Você é muito bom rapaz - disse ela. - E joga o melhor que pode. Mas é um triste jogo, de qualquer maneira.
-Você adivinha sempre o que as pessoas pensam?
-Nem sempre. Mas consigo adivinho. Não precisa fingir que me ama. Por hoje basta. Há mais alguma coisa sobre que lhe agrade conversar?
-Mas eu amo-a!
-Por favor, não minta sem ser preciso. A comédia foi muito bem representada, e agora estou bem. Como vê, não sou doida. Um bocadinho só às vezes."
Ernest Hemingway,
O adeus às armas